
Amigos leitores, amantes do automobilismo, diz-se que se você colocar uma rã em uma panela de água fria e for esquentando aos poucos, ele morrerá cozida, sem sentir que a temperatura está se elevando. Mas se você colocar a mesma rã em uma panela de água quente, ela pula. E todos nós pulamos.
Não estou aqui apenas para contrariar o que todos dizem, mas será que ninguém, em nenhum momento, se colocou no lugar de Felipe Massa desde domingo?
Em árduas conversas com todos os meus amigos que, conseqüentemente sabem da minha paixão por este esporte e me perguntaram sobre o ocorrido, minha resposta foi simples: “Imagine você trabalhando com alguém há quase 8 meses, dividindo toda uma estrutura e todo um projeto. Não importa o seu ramo de atuação, uma oficina mecânica, um escritório de advocacia, um departamento de marketing, enfim, imagina que você esteja brigando por um objetivo claro, ganhar. Agora imagine que você teve nove oportunidades e na maioria das vezes você sempre foi superado pelo seu companheiro de equipe, porque você está tendo alguns problemas de ambientação com o projeto. Sendo assim, o seu projeto está perdendo para outros projetos concorrentes e o seu chefe ou gestor pede que, neste momento onde você circunstancialmente está a frente de seu parceiro de trabalho, deixe-o levar as glórias, afinal somente com ele o projeto terá chances de dar certo. No próximo ano, nas próximas 19 tentativas de 2011 vocês terão novamente as mesmas condições de trabalho e se enfrentarão, mas dadas as circunstâncias e após análise fria de nossa cúpula, as chances que você tem de ser bem sucedido são remotas, quando as chances dele são de quase 50% a mais.” Esse meu amigo respondeu: “Eu nunca deixaria.” E minha resposta foi: “Espero nunca ter de trabalhar com você”.
As equipe de Fórmula 1 são grandes empresas, que geram milhões de dólares e empregam milhões de pessoas direta e indiretamente. As equipes precisam ter algo a seu favor para justificar seus patrocinadores, resultado. Equipes mais inexperientes deixam seus pilotos brigarem de forma até irracional. Webber e Vettel foram rechaçados pela imprensa internacional por não terem controlado o ímpeto de brigarem entre si. Disseram a quem quisesse ouvir que a Red Bull precisava de alguém que acalmasse os ânimos e que a equipe que tem uma superioridade na pista, perdia por não ter um pulso firme na direção. Disseram que isso não ocorreria na Ferrari e McLaren, por exemplo. Button e Hamilton, na mesma corrida, quase se atracaram, o motivo foi um defeito no rádio de Jenson que impediu de receber a maquiada ordem de equipe para poupar combustível e para de pressionar o seu companheiro Hamilton. A frase “tragam as crianças para casa” foi repetida pelo principal narrador brasileiro como referencia as flechas de prata que pararam a disputa e continuaram o 1-2 da equipe sem maiores danos. O que ocorreu no caso da Ferrari é que Massa deixou Alonso passar descaradamente. Se fosse uma manobra de corrida, um pit-stop, ou algo mais maquiado, tudo bem, ninguém se importaria com o caso, seria passada uma borracha em tudo isso e estaríamos discutindo sobre a falta de competitividade de Michael Schumacher ou o retorno dos carros vermelhos ao topo. Mas não, faltou a Ferrari um pouco mais de malícia nisso tudo. Foi tudo muito explícito, muito escancarado. Por isso, pulamos, pois assustamos com tamanha cara de pau da Ferrari em parecer que perdemos o nosso tempo durante 1h20 para assistir a uma corrida manipulada. Isso que nos revoltou. Ninguém se lembra de Felipe Massa fazendo um pit-stop mais longo para permitir que Kimi Raikkonen fosse campeão em 2007?!
Fiquei muito decepcionado na hora, porém, com sangue frio e análise racional, desculpem a sinceridade, mas qualquer um faria o mesmo.
Fiquem à vontade para jogarem as pedras.
Não estou aqui apenas para contrariar o que todos dizem, mas será que ninguém, em nenhum momento, se colocou no lugar de Felipe Massa desde domingo?
Em árduas conversas com todos os meus amigos que, conseqüentemente sabem da minha paixão por este esporte e me perguntaram sobre o ocorrido, minha resposta foi simples: “Imagine você trabalhando com alguém há quase 8 meses, dividindo toda uma estrutura e todo um projeto. Não importa o seu ramo de atuação, uma oficina mecânica, um escritório de advocacia, um departamento de marketing, enfim, imagina que você esteja brigando por um objetivo claro, ganhar. Agora imagine que você teve nove oportunidades e na maioria das vezes você sempre foi superado pelo seu companheiro de equipe, porque você está tendo alguns problemas de ambientação com o projeto. Sendo assim, o seu projeto está perdendo para outros projetos concorrentes e o seu chefe ou gestor pede que, neste momento onde você circunstancialmente está a frente de seu parceiro de trabalho, deixe-o levar as glórias, afinal somente com ele o projeto terá chances de dar certo. No próximo ano, nas próximas 19 tentativas de 2011 vocês terão novamente as mesmas condições de trabalho e se enfrentarão, mas dadas as circunstâncias e após análise fria de nossa cúpula, as chances que você tem de ser bem sucedido são remotas, quando as chances dele são de quase 50% a mais.” Esse meu amigo respondeu: “Eu nunca deixaria.” E minha resposta foi: “Espero nunca ter de trabalhar com você”.
As equipe de Fórmula 1 são grandes empresas, que geram milhões de dólares e empregam milhões de pessoas direta e indiretamente. As equipes precisam ter algo a seu favor para justificar seus patrocinadores, resultado. Equipes mais inexperientes deixam seus pilotos brigarem de forma até irracional. Webber e Vettel foram rechaçados pela imprensa internacional por não terem controlado o ímpeto de brigarem entre si. Disseram a quem quisesse ouvir que a Red Bull precisava de alguém que acalmasse os ânimos e que a equipe que tem uma superioridade na pista, perdia por não ter um pulso firme na direção. Disseram que isso não ocorreria na Ferrari e McLaren, por exemplo. Button e Hamilton, na mesma corrida, quase se atracaram, o motivo foi um defeito no rádio de Jenson que impediu de receber a maquiada ordem de equipe para poupar combustível e para de pressionar o seu companheiro Hamilton. A frase “tragam as crianças para casa” foi repetida pelo principal narrador brasileiro como referencia as flechas de prata que pararam a disputa e continuaram o 1-2 da equipe sem maiores danos. O que ocorreu no caso da Ferrari é que Massa deixou Alonso passar descaradamente. Se fosse uma manobra de corrida, um pit-stop, ou algo mais maquiado, tudo bem, ninguém se importaria com o caso, seria passada uma borracha em tudo isso e estaríamos discutindo sobre a falta de competitividade de Michael Schumacher ou o retorno dos carros vermelhos ao topo. Mas não, faltou a Ferrari um pouco mais de malícia nisso tudo. Foi tudo muito explícito, muito escancarado. Por isso, pulamos, pois assustamos com tamanha cara de pau da Ferrari em parecer que perdemos o nosso tempo durante 1h20 para assistir a uma corrida manipulada. Isso que nos revoltou. Ninguém se lembra de Felipe Massa fazendo um pit-stop mais longo para permitir que Kimi Raikkonen fosse campeão em 2007?!
Fiquei muito decepcionado na hora, porém, com sangue frio e análise racional, desculpem a sinceridade, mas qualquer um faria o mesmo.
Fiquem à vontade para jogarem as pedras.
Iceman 2010







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