Por conta de toda a discussão que está se formando em torno de Rubens Barrichello na nossa comunidade no orkut e na mídia em geral, resolvi fazer um desabafo.
Eu que sempre acompanhei a sua trajetória, que lembro de episódios marcantes de sua carreira como em 1992, em uma corrida de F-3 em Interlagos, largar em último e ultrapassar Oswaldo Negri Jr. na curva dos boxes, da última volta e vencer a corrida. Rubens Barrichello aquele que, após Ayrton Senna, me fez parar de frente á TV para ver corridas.
Inúmeras vezes discutia sua qualidade, engolia seco as brincadeiras que lhe faziam a sua revalia, que chegava a debater asperamente que Rubens era melhor do que Schumacher, que de ia para Interlagos ver a F-1 e em especial, Barrichello, cujo o qual tenho guardado comigo uma das grandes lembranças, o GP Brasil de 1999, a primeira vez que vi, literalmente, Interlagos tremer a cada volta de Rubinho, então na Stewart, liderando a corrida.
Mas tudo isso é passado e, derrepente, de desacreditado, passou a ser um dos candidatos ao título da F-1. As emoções voltaram a tona, a expectativa para que, enfim, conseguisse o título, aumentou. Não se falava outra coisa, o Brasil era Barrichello.
Massa, apesar da emocionante disputa do título em Interlagos, foi renegado a um segundo ou até a um terceiro plano. Só se falava (e se fala) de Barrichello.
A temporada começa, e com ela sucessivas vitórias de Jenson Button, um piloto qualificado pela maioria como mediano. Barrichello não consegue bons desempenhos e, apesar de estar em segundo no campeonato, frustra a todos.
Os velhos críticos voltaram à cena, com muito mais acidez. Os apaixonados, começam a se decepcionar. Por que? é o que todos perguntam.
As desculpas já não colam mais. Ganhar a partir de agora, talvez.
Mas, por mais críticas que se façam, todas elas com certo grau de razão, lembro que o povo brasileiro tem memória curta: Massa, no ano passado, também estava em segundo e reclamava dos erros da equipe ou sentia algo entranho na traseira do carro. No fim, todos estavamos lá em Interlagos torcendo por ele.
O azar (palavrinha que o acompanha) de Barrichello foi ter o seu companheiro de equipe como líder, o que dificilmente fará uma equipe mudar o foco durante a temporada.
Continuo achando que Barrichello é melhor do que Button e mais, muito melhor do que Felipe Massa. O título deste ano, não virá, talvez nunca mais venha, mas ele faz o seu papel e não é somente ser o nº 2 (como a maioria, ignorante, acredita).
No fim, a conclusão que chego é que todos (sem exceção) adoram e se identificam muito com Rubens a ponto de transformar isso em críticas, exacerbadas até.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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