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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BARRICHELLO ESPECIAL*

* Por Keli Savieiro

Se tem algo que eu adoro falar é sobre o Rubens Barrichello, Rubinho ou Ru, como eu gosto de chamá-lo. No meu twitter me descrevo como fã do Rubinho, muito fã do Rubinho; é eu sou fã do Rubinho, com muito orgulho, com muito amor. Mas confesso que foi difícil começar a escrever esse texto, pois ainda não caiu a fica que ele não estará na F1 esse ano.

Sim, eu sou muito fã do Rubinho. Fanática e não nego isso. Esse fanatismo começou em 1994. Eu não era uma assídua telespectadora da F1. Sendo bem sincera, sabia mais da categoria pelos resumos que aparecia no noticiários e pelo que meus pais diziam.

No trágico final de semana do GP de Imola em 1994, Ru sofreu um acidente nos treinos de sexta feira. Quando vi as imagens pela TV, fiquei impressionada. E apesar de não o conhecer muito bem, fique preocupada e ao mesmo tempo feliz por não ter acontecido nada de grave com ele.

Com o falecimento do Ayrton Senna, em Imola, no mesmo final de semana do acidente do Ru, o que mais se falava na Tv era sobre o acidente, a carreira e o velório do Ayrton. Em um determinado momento, durante a transmissão do velório, percebi o Ru bastante abatido. Dava para notar que ele estava sofrendo com a morte do ídolo. Era uma dor que eu entendia, pois 8 meses antes, minha mãe tinha falecido, vítima de câncer no útero.

A partir de então, eu quis saber mais sobre o Ru, como pessoa e profissional, pois ele pareceu ser uma pessoa que não escondia seus sentimentos, suas vontades. Uma pessoa muito mais coração. E eu sou muito assim. E não foi difícil saber mais sobre ele, pois com o falecimento de Ayrton, na F1 ele passou a ser o brasileiro com mais chances de ter um resultado melhor.

Comecei a acordar cedo para ver as corridas. E no começo não entendia muitas coisas sobre a F1 como as regras, termos técnicos; enfim eram um ambiente novo para mim, que ao longo do tempo fui aprendendo. No começo sabia que existia equipes mais competitivas do que as outras. E que o Rubinho não estava em uma equipe tão competitiva. Mas apesar disso ele conseguia ter bons resultados.

Conforme o tempo foi passando, fui ficando cada vez mais fascinada pela pessoa e pelo profissional Rubens Barrichello. Ele entrou na minha vida para trazer só alegrias, um exemplo a ser seguido. E isso aconteceu no momento que eu mais precisava, pois como eu citei, minha mãe faleceu em 1993, eu estava com 14 anos e essa perda foi muito difícil para mim.

A 18 anos eu acompanho a F1 por causa do Ru. Fui em 10 GPs do Brasil, em Interlagos, por causa do Ru. E nesse período acompanhei uma carreira que teve altos e baixos, afinal na vida de qualquer pessoa é assim. Mas ele foi um piloto de verdade, onde mostrou que não precisa jogar sujo para ser um grande, um excelente piloto. Fez corridas fantásticas, vitórias e poles inesquecíveis. Quem não se lembra da sua primeira vitoria no GP da Alemanha 2000? Aposto que até quem não é tão fã do Rubinho comemorou, vibrou ou até mesmo chorou.

Ele não foi campeão, mas quantos pilotos foram e hoje em dia nem são lembrados? Outros pilotos podem até serem lembrados, naquela categoria de pilotos que levaram o título mais pela sorte do que pelo talento.

Como pessoa ele é sensacional. Conheci ele pessoalmente em novembro de 2007. Foi super atencioso e carinhoso. E até hoje ele é assim, não só comigo, mas com varias pessoas. Ele te trata como um amigo, um irmão, ele se preocupa, dá apoio, incentivo, conselhos. Ano passado, após os treinos classificatório do GP de Interlagos, fiquei no portão 7 junto com um grupo de fãs a espera dele passar. Quando ele estava saindo, pediu para parar o carro, saiu e veio até agente dar um abraço. Que outro piloto faria isso? Sinceramente, não sei dizer.

Durante esses 19 anos de carreira na F1, ele teve que aguentar as brincadeiras e críticas desnecessárias. E aguentou sempre com um sorriso no rosto. Mas infelizmente a F1, essa semana, perdeu esse grande piloto. É... a F1 perdeu um piloto que é completamente apaixonado por aquilo que faz. Que se dedica de corpo e alma.

Rubinho encerrou um longo e lindo capítulo na F1. Foram 19 anos de muitas alegrias, vitórias, coragem, garra, determinação e muito amor ao esporte. E ele irá iniciar um novo capítulo que será tão vitoriosa quanto foi na F1.

Por isso que eu digo, que quem perdeu foi a F1, pois qualquer grid, de qualquer outra categoria terá sorte em ter um Piloto como Rubens Barrichello, e certamente não faltarão convites. Por isso Ru, obrigada pelos 19 anos de alegrias na F1, e até breve, pois #TamoJunto aonde você estiver.

Não deixem de visitar e participar do Site e Forum Oficial do Rubinho
www.barrichello.com.br/
www.barrichello.com.br/forum

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