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sexta-feira, 22 de abril de 2011

COLUNA DO ROQUE: A MORTE DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

Esta semana o automobilismo brasileiro presenciou mais uma morte nas pistas. Justamente naquela dita a mais segura do país, naquela que é a única reconhecida pelos seus padrões de segurança e qualidade, a única aprovada internacionalmente. Aquela mesma onde corre a F-1 e que nós, meros torcedores, chamamos de casa.

A zica que ronda Interlagos, lembra muito o que andou acontecendo tempos atrás com Ímola. De queridinha a ordinária e insegura. De desafiante a obsoleta. Diante de tantos acontecimentos trágicos é de se esperar que nossa pista também se transforme no bode expiatório de tudo de ruim sobre o que acontece no automobilismo brasileiro. Ela, que não se mexe, que não anda, que precisa de cuidados, em silêncio sofre.

As recentes tragédias ocorridas em Interlagos mostram uma outra faceta. A morte lenta e gradual do automobilismo nacional. O que antes eram os fórmulas, que falamos e reclamamos muitas vezes, o descaso toma conta também das ditas categorias de turismo que tanto orgulham os "organizadores" que dizem que levam milhares e milhares de pessoas às arquibancadas.


Carros mal projetados, pilotos mal preparados, dirigentes prepotentes e diretores de prova arrogantes. E uma entidade que realmente não faz o que se espera dela. Este é o retrato do automobilismo nacional. Um automobilismo onde os interesses pessoais se contrapõem aos interesses coletivos. Onde a vida começa a pagar o preço pela desorganização.

Assim como vemos as arquibancadas vazias e com poucos atrativos, muito menos condições higiênicas, vemos o mesmo ocorrer dentro das pistas. Até quando os pilotos pagarão com a própria vida as besteiras de uma confederação só preocupada em ganhar dinheiro "vendendo" carteirinha?

E lentamente vemos, a cada dia, a morte do automobilismo brasileiro.

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