Gilles Villeneuve e Rene ArnouxAmigos leitores, amantes do automobilismo, a F1 está em constante movimento. Após o GP de Abu Dabhi, muitos fatos vieram à tona. Fofocas se transformaram em verdades, aposentados garantiram o seu futuro, campeões mundiais dividindo o mesmo cockpit, enfim, a F1 está irreconhecível.
Em 2009 a grande novidade eram os carros horríveis que remetiam ao design antiquado e sem charme dos modelos de outras épocas. Carros “limpos”, sem aparatos que garantiam o bom andamento das equipes e, apesar de termos 6 vencedores em neste ano, duas equipe dominaram o campeonato, duas equipes independentes. E é ai que a F1 entra contramão da história.
A partir do ano 2000 as montadoras viram na F1 um sinônimo de sucesso, estilo e marketing esportivo de alta divulgação. O GP Brasil de 2008 foi o evento mais assistido do mundo depois da final do futebol americano. Jaguar Ford, Honda, Toyota, BMW, Renault, entraram na categoria com esse intuito. Sem êxito. O fato é que as montadoras, com exceção da Renault. A Toyota possuía um dom natural de gastar dinheiro sem retorno. A Honda desandou depois de um vice-campeonato, o mesmo acontecendo com a BMW, e a Jaguar nunca esteve em um lugar de destaque. Curiosamente a única equipe que continua na competição é a mesma que todo ano coloca em risco a sua participação no mundial e coloca em xeque a importância da F1. As demais, sempre juraram fidelidade e compromisso com o esporte, até que o bolso dos acionistas pesou com a falta de bônus e etc. A crise mundial foi a desculpa que faltava para que as multinacionais produtoras de veículos se retirassem da F1. O efeito dominó começou com a Honda, que virou Brawn, ou seja, virou uma equipe independente.
2010 vai contar com Mercedes, Ferrari e Renault de montadoras. As demais são equipes independentes lideradas pela Williams e pela própria McLaren. E com esse novo cenário não haverá espaço para Nelsinhos, Grojeans e Kovalainens, o fator piloto será cada vez mais importante. Por isso a Ferrari busca Alonso, a McLaren, Button e Hamilton, a Renault, Kubica, e a Williams, Barrichello.
É isso ai amigos leitores, a F1 está andando na contramão e quem sabe não consegue retomar os tempos de romantismo onde tudo o que os pilotos tinham era o arrojo, o braço forte e o pé pesado?!







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